Perdendo a virgindade aos 30

Perdendo a virgindade aos 30

É, havia chegado o momento de realizar um desejo antigo. Enfim de pernas abertas esperando ser devorado por esse desconhecido que mal sei o nome. Não nos falamos muito. Eu não queria conserva. Queria penas fazer logo…

A maioria deve achar nojento, afinal comprar uma noite com um cara para perder a virgindade é, no mínimo, ridículo.

Era isso que eu pensava nesse tempo todo e é por isso que permaneci virgem. Frustrado sexualmente. Para quem não é bonito, não tem muitos amigos, é antissocial, tem uma auto estima baixa e não tem o mínimo de coragem de conquistar alguém não haveria outras oportunidades de fazer sexo. Mas naquela noite dane-se o que os outros pensam sobre mim e dane-se o que eu penso sobre mim mesmo. Minha autocomiseração e piedade por sempre ter sido o garoto feio, gordo, e com todos esses desejos reprimidos. Eu só quero ser fodido. Chega de fingir quem não é para tentar minimizar todos os defeitos. Chega de ser o garoto tímido e bonzinho para camuflar a verdade. Afinal ele já tinha sido pago e já deve ter feito isso muitas vezes com caras como eu… Eu iria me aproveitar mesmo que isso destruísse de vez minha autoestima.

Era um passo sem volta. Naquele silencio não nos beijamos. Não queria olhar nos seus olhos ainda que fosse impossível naquele motel cheio de espelhos. Paguei a noite inteira foi caro, mas ter um emprego estável e morar sozinho tinha suas vantagens.

Eu não me importava se iria doer. Afinal quantas vezes já não enfiei paus de borracha no meu cu até gozar. Só pelo prazer solitário. Mas aqui, nessa grande cama, seria diferente. A luz estava acessa diferente daquelas noites solitárias no escuro que logo após gozar vinha o arrependimento e uma torrente de lágrimas silenciosas de frustração…

Eu sabia que era apenas uma virgindade teórica que perderia ao estar com alguém, eu já não me sentia mais virgem, porém eu queria perdê-la mesmo assim. Até mesmo na teoria. Outro dia quem sabe eu não desse o primeiro beijo. Eu poderia ter pedido isso no combinado da noite, mas quero que seja o mais impessoal possível.

Bom chega de conversa, o desconhecido de pau grande estava ali. Eu era um objeto financeiro para ele. Ele um sexual para mim. Alto forte. Corpo perfeito. Rosto com traços fortes e não muito bonito. Escolhi ele entre um catálogo enorme. Afinal só sua foto já transpirava masculinidade tinha uma cara que realizaria o meu desejo do passado.

Ser fudido até perder a culpa. Ser fudido até perder totalmente essa dignidade falsa que criei nesses anos. Esse desejo estava misturado com raiva. Com masoquismo. Com o nojo que eu sentia pelo meu corpo e personalidade… Mas tinha começado uma nova temporada na minha vida. Nada mais de perder tempo sendo o bom e velho cara previsível…

Foda-se eu…

Pernas cheias de pelos arreganhadas. Um pau de 22 cm tão grande e grosso quanto se possa imaginar estava ali. Dando pinotes esperando ser chupado. E foi o que fiz. Ainda de óculos e tudo. Pus aquele monstro na boca e nem liguei com a higiene, com as DST’s, com nada apenas com aquele grande mastro. Minha língua percorreu cada extensão daquela glande suculenta. Impossível não babar e se deliciar com o pré gozo.

Alguém morreria depois daquela foda. Pelo menos, o eu tímido e inútil de sempre.

Combinamos de não conversarmos durante a foda. Sem intimidade nenhuma. Ele concordou. Fodeu minha boca com vontade e em silêncio. Eu engasguei. Não tinha experiência com carne só com borracha. Mas o desejo era tanto que compensava a inexperiência. O odor era delicioso. Másculo… O gosto era salgado. Eu gozaria apenas cheirando aquele pau veiúdo grosso e de um tom mais escuro do que sua pele morena. Não me contive e chupei cada parte do seu corpo. Seus braços. Axilas. Seu grande dedão do pé. Eu me senti um verdadeiro porco selvagem. Faminto.

Enquanto eu me lambuzava naquele corpo ele já preparava meu rabo com seus grandes dedos. Parecia uma fantasia sexual que imaginei em todos desses anos. Bom, isso é uma das coisas que o dinheiro pode comprar e eu aproveitei isso ao máximo.

Dois dedos. Três… meu cu piscava por mais. Esperava um dia ser firstado, mas não naquela noite. Ele pôs a camisinha. Por mim tanto fazia ele por ou não. Mas ele preferiu por. Esperei de quatro e mesmo que eu tenha dito para não nos falarmos naquela hora quebrei o combinado.

— Enfia de uma vez só…

Ele atendeu isso prontamente, como um robô. Não havia intimidade ali. Apenas tesão e só da minha parte. A dor nem foi tão intensa. Eu estava um pouco anestesiado por tudo que me rondava: o gosto de pau na minha boca, o cheiro impregnado de sexo na grande cama do motel, com espelhos por todo lado, seus músculos pressionados contra as minhas costas, suas mãos na minha cintura. Suas bolas na minha bunda.

Ele começou o movimento. Sentir seu pau entrando foi realmente como imaginei… Devastador. Intenso. Minha próstata era massacrada por aquele monstro. Foi libertador. Claro que um pouco mais dolorido do que pensei, mas o prazer foi sem igual.

Mais relaxado. Pisquei meu cu no seu grande pau. Ele não conteve o gemido. Rebolei. Rebolei. Eu me sentia uma verdadeira vadia de um pornô. Estava ali para ser fudido, ser sujo. Não queria que tivesse dignidade. De quatro, fomos para frango assado. Seus olhos negos tentava focar em outra coisa. Talvez em outro alguém. Não conseguindo isso os fechou. Eu sabia que a imagem ali em baixo do seu corpo grande e que recebia seu monstro no rabo não o agradava. Mas o prazer era egoistamente só meu ali embaixo.

Os movimentos de vai e vem balançavam meus grandes peitos. O que antes era o motivo de eu sofrer bullying na adolescência até dizer chega agora era minha parte mais sensível. Mais sexual.

Eu pressionava os mamilos excitados e alternava minhas mãos ente meus peitos, meu pequeno pau grosso e aquele peitoral gigantesco. Pelo menos essa era a imagem que eu tinha na minha frente. Um homem absurdamente grande de olhos fechados me fodendo…

Após um tempo, ele abriu os olhos, me ouviu gemer enquanto brincava com os meus peitos. Ele enfiou o pau até o talo. Encurvou o copo e sugou cada um deles. A barba por fazer dava uma sensação alucinante. Sua língua girava e executava movimentos circulares.

Era isso que eu buscava esse tempo todo!

Os movimentos aceleraram. Ele e eu respirávamos descompassadamente. Eu estava molhado pelo meu suor e pelo dele que respingava em mim

O cheiro de sexo impregnava o ambiente. Pressionei meu cu na pica até ele gemer. Senti a extensão do monstro que a pouco me arrombou. Ele começou a tirar tudo e socar de uma vez. Meu cu piscava loucamente.

Depois de um tempo, ele não se conteve mais, tirou a camisinha e gozou sobre o meu corpo e meu rosto. Enfim eu me sentia fodido literalmente…

Por que esperei tanto tempo?

A pergunta não importava.

Pouco tempo após a sua gozada, ele repôs o pau no meu rabo, com uma nova camisinha. A sensação de vazio do cu foi embora e não houve tempo de fazer mais perguntas. Ele enfiou mais uma vez até eu sentir suas bolas e seus pelos pubianos. Gozei fartamente enquanto tinha um pau no meu rabo, enquanto ele tentava tirar leite dos meus grandes peitos.

O cansaço e a excitação me impediram de pensar naquele momento. Era até melhor, porque senão eu começaria a pensar o quão ridículo eu era. Não me olharia no espelho durante muito tempo sentido nojo por tudo que fiz. Mas era isso que eu queria ser fodido e foi o que eu fiz e foda-se as outras pessoas. Os seus olhares de nojo, pena e principalmente o meu próprio olhar.

Eu estava sujo. Pelo sêmen que escorria no meu corpo e que enfiei no meu rabo com os dedos. Eu estava sujo de suor. Sujo e lambuzado. Sem dignidade alguma.

Foda-se o que eu penso.

Adeus virgindade aos 30, era hora de revelar a minha verdadeira identidade. Esse grande porco submisso que esperava ser comido, e ele foi!

Eu estava no céu, ou melhor no inferno e gostei disso. O michê saiu do quarto assim como combinamos. O olhar robótico evitou olhar o meu corpo.

Foda-se ele também.

Mas amanhã…

O quarto era só meu. Então dane-se o amanhã. Poderá nem haver caso eu quisesse. Um dos objetivos era destruir esse corpo, me matar depois de fazer isso, mas depois de fazê-lo nem pensar que farei isso.

A liberdade é surreal. Quase não consigo respirar. Enfim, o porco está livre. Já me enganei demais. Esse é meu verdadeiro eu. Gordo. Feio tanto de corpo quanto de alma. Pervertido.

Esse sou eu.

Não preciso me desculpar com ninguém por isso. Chega de evitar usar palavrões. Dizer e até mesmo pensar com tantos já é putamente libertador…

Sem amor próprio? Talvez, mas…

Foda-se.

Foda-se.

Foda-se.

Foda-se.

Foda-se.

Foda-se o que eu tenho a dizer. O que os outros tem a dizer. O que eu julgava certo. O que você acha certo.

Foda-se todos e tudo…

Nessa grande cama com um odor de sexo, suor e porra estou em um estado de impureza sublime. Um verdadeiro nirvana às avessas. No fim, alguém morreu. A minha personalidade do passado…

Chegou a temporada de caça para o porco, ou melhor, de abate.

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